Mostrar mensagens com a etiqueta randão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta randão. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 19 de março de 2015

randão:


R.E.M. | AUTOMATIC FOR THE PEOPLE

o randão hoje não traz só uma música. se bem que foi provocado por uma música apenas. o randão hoje viaja até 1992, esse ano em que muita coisa acontecia naquela que foi a década áurea do rock alternativo e de muitos adolescentes iguais a mim. era o ano em que os R.E.M. editavam Automatic For The People, e o ano em que eu era ainda demasiado nova para o descobrir... mas não demorou muito mais tempo até me esbarrar com a sua capa cinzenta e intrigante, e também já usada, numa das lojas de discos onde o caminho aprendi muito cedo para me perder naquele que era um dos meus maiores prazeres da adolescência: ouvir e descobrir música.
Drive, faixa de abertura de AFTP,  abriu caminho para aquele que iria ser o meu primeiro contacto com Michael Stipe e companhia, mas foi umas faixas mais adiante, na melancolia de Sweetness Follows, que mergulhei fundo ao ponto de quase me afogar, apaixonando-me assim, de caras, sem tempo de recuperar o fôlego, por este disco. a (bonita) decadência da adolescência tem esta coisa de nos deixarmos enamorar pelas melodias mais melancomelosas dos bad boys do rock'n roll. afinal de contas com os Smashing Pumpkins, NIN, AIC ou Nirvana, mais ou menos na mesma altura, o amor acabava também por acontecer. 


Automatic For The People acaba por ser um sucesso de vendas que o torna pouco consensual nas opiniões da altura, figurando várias vezes os tops de vendas. e também um marco de viragem de sonoridade da banda. há quem diga que nunca houve disco como este, tão melancólico, tão trágico e tão directo à carne quase rasgando o osso, pelas mãos dos R.E.M. por aqui acena-se em jeito de concordância. 
com estampa Warner e com John Paul Jones (Led Zeppelin, Them Crooked Voltures) a assumir os arranjos de cordas, foi sempre um álbum mais reconhecido pelos seus temas êxito como  Everybody Hurts, ou Man On The Moon, mas quem conhece bem o disco sabe que facilmente se identificam todos os outros singles igualmente marcantes (ou no meu caso, mais ainda), como a Nightswimming,  (essa música poderosa que nos aperta tanto (tanto!) o coração) ou a que hoje me trouxe aqui.
foi precisamente com Sweetness Follows que esbarrei hoje. confesso que muitos anos se passaram desde a última vez que os meus ouvidos a degustaram. e por vezes só nos damos conta das saudades quando nos reencontramos com as coisas que perdemos no tempo. assim sendo, e porque as saudades de Automatic For The People eram mesmo mesmo muitas, Sweetness Follows e Nightswimming ficam aqui guardadinhas, neste cantinho muito meu, para se escutarem sempre que se quiser.




terça-feira, 23 de abril de 2013

randão: the church | under the milky way


a primeira vez que os australianos the church tocaram na minha aparelhagem está bem presente na minha memória: numa madrugada em pleno agosto, ainda em casa dos meus pais, pelas 6 da manhã starfish, disco de 88 e o único que tenho deles, tocava baixinho e em impiedoso repeat para que já perto das 10 tivesse adormecido a debitar as letras de cor. é daquelas coisas que, felizmente, não se explicam. estive anos sem lhe pegar de novo mas a vida vai-nos trazendo coisas, pessoas, momentos e as músicas voltam a fazer sentido, ou a fazer mais sentido do que nunca. hoje o randão deu-me "under the milky way", uma das músicas mais 'lamechas' e importantes da minha vida (!), daquelas que o tempo só existe para a encaixar na prateleira de género e nunca para a esquecer no meio do pó.
o repeat é para se esgotar aqui:

it leads you here despite your destination, under the milky way tonight.







segunda-feira, 1 de abril de 2013

randão: mind da gap | há dias



as primeiras memórias que tenho dos mind da gap envolvem um walkman sony demasiado gasto, uma cassete em vias de decomposição de tanto uso que lhe dei, um concerto inesquecível no cais do gás, e palavras como "sem cerimónias" ou "falsos amigos". agora, mais de uma década depois, depois de lhes ter perdido completamente o rasto para dar lugar a outras sonoridades, pego-lhes em 2012 com o novo disco e tenho a sensação que, felizmente, o que fez dos mind da gap tão especiais  há 15 ou 16 anos atrás, continua lá. muito pouco no trio do porto, que não é mais do que o núcleo duro do hip hop nacional, mudou.  e é com um sorriso nos lábios que ao voltar a pegar-lhes dou por mim a fechar os olhos e a reencontrar-me com o meu walkman nas mãos, a caminho da escola e a debitar rimas decoradas de tantas e tantas vezes que se repetiram nos meus ouvidos. hoje o randão traz-me "há dias", um dos temas favoritos de regresso ao futuro, último disco da banda editado ainda em 2012 com o selo da meifumado, e que me agarrou da mesma forma que o primeiro. sem grandes cerimónias, fica aqui para escuta.


segunda-feira, 11 de março de 2013

randão: film school | compare

                                                      hoje o randão levou-me a 2007: 

retirado de 'hideout', terceiro longa duração dos film school e editado pela beggars banquet, 'compare' é um dos temas mais fortes de toda a carreira da banda de s. francisco. hoje o randão apanhou-o pelo meio de outros beats e com isso ofereço-lhe o merecido destaque pela sua (enorme) importância na minha colecção de discos e pela forma como conseguiram crescer de forma gradual e saudável descolando-se do rótulo de filhos dos my bloody valentine para algo muito deles, ainda que com as raízes obvias.
o ultimo disco dos film school, 'fission', data de 2010 e é editado fora do grupo beggars passando a integrar o catalogo da hi-speed soul. por cá esperamos sempre por mais dos film school. mas até ao seu regresso o randão é quem manda.