Mostrar mensagens com a etiqueta edições. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta edições. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 13 de março de 2013

disco: kavinsky





KAVINSKY | OUTRUN


a história deste personagem que podia muito bem ter saído de uma b.d., podemos ouvi-la logo em 'prelude', tema de abertura de 'outrun' e  conta-nos que kavinsky, o dead cruiser, e que nasce da mente de vincent belorgey, é um zombie que depois de um acidente com o seu ferrari testarossa em 1986 volta ao novo milénio para fazer música electrónica. criado à semelhança do seu mentor, kavinsky tem tanto de super herói como de músico.

 'nightcall' foi o poster de drive, filme de 2011, realizado por nicolas refn e protagonizado por ryan gosling, mas em 'outrun', novo disco  do personagem que é músico, super herói e produtor, conseguimos ver mais para além do tema que compõe e tem o maior destaque no dito filme.

partilha o país e as referências com os daft punk, danger e os justice com quem é inúmeras vezes comparado, mas ao passearmos os ouvidos por 'outrun' ficamos muitas vezes surpreendidos pelas particularidades do artista. há claras similaridades com os acima mencionados mas se nesses três o foco é fazer temas que rebentem harmonia dançante, com os beats minuciosamente calculados para tal efeito, em kavinsky encontramos algo mais conceptual, que não se rege exactamente pelas mesmas formulas que o poderiam caracterizar com mais um disco de dança electrónica. em todo o disco prevalece o uso de sintetizadores e teclados que evocam  na sua maioria os anos 80 e carros - não fosse o nome do disco tirado de um dos mais famosos jogos dessa famosa década feito para a consola sega (a minha 16 bit muito bem guardadinha, qual tesouro) onde um ferrari testarossa tem o maior destaque - em 'protovision', segundo tema do disco, é aliás fácil visualizarmos aquelas cabeleiras loiras encaracoladas, os blusões de cabedal curtinhos, e as calças tão justas que param a circulação, e claro, carros, muitos carros de corrida. é claro para nós que vincent passou a sua infância, adolescência, e idade adulta a consumir os ditos jogos de carros, inúmeros filmes clássicos da era pop dos anos 80 e muita música sintetizada, sendo todo este bolo de referências o ingrediente predominante em tudo o que faz, e se na sua grande maioria 'outrun' se constrói por todo este glam de tons neon, e se em alguns (raros) momentos até se perde o hype ao fio construtor desta trama, há boas surpresas no disco como a participação de havoc, uma das metades de mobb deep (duo americano de hip hop) em 'suburbia' naquele que é para mim um dos temas favoritos e mais fortes do disco, ainda que se distancie um pouco da roupagem que caracteriza todos os outros temas de kavinsky.

'outrun' saiu para as lojas no passado dia 25 de fevereiro com o selo da record makers - editora francesa de musica electronica - e vem no seguimento de uma série de ep's anteriormente editados pelo artista. e se o mesmo não conquistou nem arrebatou a maioria da critica, talvez por ser demasiado pop, demasiado electrónico, demasiado sintetizado, demasiado atrevido, demasiado sabe-se lá, aqui conquistou e deixou o bichinho para mais capítulos da saga do zombie com mais pinta desta década.

'bora lá calçar os nike e dar prego a fundo.






segunda-feira, 4 de março de 2013

disco: torres



TORRES | TORRES


torres é mackenzie scott, menina doce de 22 anos do nashville no tennessee mas que canta que nem mulher adulta, e é sem sombra de dúvida umas das estreantes deste ano de 2013 a quem devemos prestar muita atenção.

editado digitalmente a 22 de janeiro de 2013, o álbum homónimo e de estreia da cantora americana viu a luz do dia sem selo de qualquer editora. determinada a mostrar as suas belíssimas canções mackenzie scott não quis esperar e foi através da plataforma bandcamp que se apresentou ao mundo. as criticas nos meios especializados (que são de fazer inveja a muitos estreantes e não só) não tardaram e em consequência disso vão de certeza haver editoras a bater à sua porta - só é justo que assim seja - enquanto se perguntam como é que esta voz lhes passou ao lado.

é delicioso perceber como há toda uma maturidade impressa neste disco de estreia da cantora que muitos (a maioria) músicos e cantores só encontram com muitos mais anos de vida e de estrada. e encontramo-la patente na forma como coloca a sua voz quente e sedutora nas letras que constrói e nos arranjos, que, não nos podemos esquecer, foram gravados de forma muito simples e sem os recursos a que muitas bandas estreantes e com outros apoios têm direito. o disco, que tem em tudo raízes e apontamentos acústicos, foi gravado em apenas cinco dias em casa de um amigo músico da cantora com a sua gibson 335 que recebeu num destes mais recentes natais, presente da sua família que lhe quis assim dar a força e impulso para levar a sua carreira musical mais longe. e é essa mesma gibson que se torna no instrumento principal, a par com a sua voz, em toda a construção destas canções que tanto se pautam pela harmonia  como pela sua crua musicalidade. há em torres toda uma ausência daquele polimento e embelezamento a que estamos habituados em outros registos, sendo a própria cantora a admitir que em alguns temas se apercebeu das suas vozes menos afinadas e perfeitas mas que sentiu tanta verdade nelas que achou por bem mante-las assim. e de alguma forma é isso que sentimos quando a ouvimos cantar: verdade nas emoções que transpõe para a sua música. e que mais queremos nós da música se não a sua verdade? seja ela polida, complicada ou de cores mais feias e sinuosas?
por tudo isto torres sem ter planeado agarrou-nos ao primeiro assalto e a pedir por mais.

por enquanto o disco homónimo de torres ainda só está disponível para compra digital mas há planos para edição física tanto em cd como em vinil. ficamos à espera. até lá um dos temas mais bonitos de torres em versão acústica aqui no blog: 'jealousy and i' ao vivo.



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

novo disco: nick cave & the bad seeds





NICK CAVE & THE BAD SEEDS | PUSH THE SKY AWAY

um dos discos que mais se antecipava para este ano era 'push the sky away' de nick cave & the bad seeds por várias razões:
a primeira e a principal é que passou demasiado tempo desde que a banda australiana editou material novo e por isso se sentia a sua falta; a segunda e talvez a que causou mais dúvidas em relação ao que poderia vir por ai, prende-se com o facto de ser o primeiro disco, o primeiro dos quinze, em mais de 30 anos de carreira,  sem a presença e contributo de um dos seus fundadores e elementos principais mick harvey - multi instrumentista e responsável pelos muitos arranjos em toda a discografia da banda.

a verdade é que em 2012 quando nos é disponibilizado o primeiro single oficial, 'we no who u r', percebemos que o registo mais rockeiro que respirou em 'dig, lazarus, dig!!!' muito provavelmente tinha ficado no sitio onde o deixámos, e que nick cave e os bad seeds teriam renascido desta nova formação com uma maturidade e consistência muito maior do que se esperava.
as certezas não demoraram a firmar: foi a 18 de fevereiro de 2013, na passada segunda-feira, que 'push the sky away' vê finalmente a luz do dia e com ele sabemos que não só é um dos discos do ano, como é um dos discos da década, do século, e um dos mais importantes de toda a carreira da banda.

'push the sky away' é em tudo isto um misto de surpresa - para aqueles que ainda estavam agarrados ao rock carnal e visceral do disco anterior - e de nostalgia - para os que saudades tinham dos tempos de 'the boatman's call', disco de 97 que marca uma viragem na estética musical da banda e que nos trouxe alguns dos mais belos temas de nick cave & the bad seeds como 'into my arms' ou '(are you) the one i've been waiting for?' tornando-se assim um dos mais importantes e aclamados de toda a sua discografia.
aqui a história é-nos contada com precisão, não fosse nick cave um narrador nato. os arranjos (dúvidas houvesse com a saída de mick harvey) são incríveis, os coros angelicais, e a construção de todos os temas é épica (!) em especial em 'jubilee street'  em que se imortaliza tudo o que foi escrito acima. e se 'jubilee street' é épica pela sua magnitude enquanto canção, pela sua luxuria, pela história de bee, a prostituta, e por toda a sua escuridão, é absolutamente maravilhoso ver como o disco abre em outras canções como 'finishing jubilee street' como se o nevoeiro se estivesse suavemente a dissipar, mas sem ir totalmente embora.

há discos em que os temas existem por si só, isolados de tudo o resto sem uma ligação vincada, aqui percebemos ou queremos mesmo ouvir a 'história' desde o seu principio cumprindo o seu alinhamento religiosamente pelo sentido que todo ele faz.
é intrigante ouvir 'push the sky away', é em alguns momentos sinistro, e, claro (ou não seria um disco de nick cave & the bad seeds), repleto de sensualidade. é por isso que que não conseguimos parar.


épica. 'jubilee street'.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

novo disco: inc.


INC. | NO WORLD

saiu para as lojas no passado dia 18 de fevereiro aquele que será com toda a certeza um dos discos do ano de 2013. e se os dois primeiros foram cortesia da americana jagjaguwar, em terras de sua majestade pode-se agora respirar fundo pois a 4AD, que conhecemos pelo seu irrepreensível catálogo, estampou o seu selo numa aposta mais do que certeira.  a dupla que dá pelo nome de inc. (os responsáveis por tal disco) são do conhecido sunshine state, los angeles, nos estados unidos, e se a sua nacionalidade se limita a uma zona delimitada geográficamente, rapidamente percebemos que a soul que representam e apresentam é universal, do mundo. e construída a partir dele. 'no world' é o primeiro longa duração, mas não o primeiro registo discográfico de andrew e daniel, mentores deste projecto. dois ep's lhe anteciparam e foi na gravação do segundo que a editora de londres lhes deu abrigo.

gravado durante o inverno de 2011 teve tempo para que muitos discos importantes lhe abrissem o caminho,  enumerando os mais estrondosos (ainda que com algumas diferenças) de frank ocean ou jessie ware que são os rostos deste r&b que encontra as suas raízes nos anos 80 e que hoje, tal como nos inc. ou how to dress well, se cruza e encontra caminhos conjuntos com um lado mais alternativo da música electrónica.
são 11 os temas que compõem 'no world' e em todos eles encontramos as cores quentes da soul, sensuais nas vozes e envolventes nas batidas , e que nos agarram ao primeiro segundo.

a notion diz que 'no world' é um dos álbuns de 2013 e a mojo dá-lhe 4 em 5. por cá sublinha-se tudo isso e fazem-se vénias. a verdade é que se só agora reparámos neles, com este novo registo, temos a certeza que encontraram aqui o seu ponto de partida e estão prontos para voarem bem alto.

sem mais demoras, inc. com 'the place', primeiro single e tema de abertura de 'no world'.





terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

breves: beacon



BEACON | NOVO SINGLE

o duo de brooklyn que assina pela ghostly international, e que se rege por uma electrónica similar à dos inc. ou mesmo de tom krell (how to dress well), libertou hoje o primeiro single daquele que será o primeiro longa duração da banda 'the ways we separate' com data de edição marcada para 30 de abril. por cá 'bring you back' repete, e repete, e repete.




e repete...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

disco | how to dress well



HOW TO DRESS WELL | TOTAL LOSS

há discos peculiares, que exigem de nós um tempo, uma vontade e uma dedicação que nem sempre temos disponível a qualquer hora. que exigem que nos desliguemos de nós mesmos, que paremos no tempo e que durante aqueles 40/50 minutos os nossos ouvidos, mas mais importante do que isso, a nossa alma, se dedique àquelas notas, àqueles acordes, àquelas canções que precisamos ouvir. há discos assim. difíceis, a principio. complicados no caminho. mas no final: muito especiais.

'total loss' de how to dress well, ou tom krell, é um deles. chegou às prateleiras das lojas de discos no passado mês de setembro de 2012 com o selo da weird world record co (uma das filhas da domino records que abriga também os melody's echo chamber, washed out ou peaking lights) e reafirmou-se como um dos artistas mais interessantes e peculiares da nova cena indie, arrecadando logo 8 valores à pitchfork na categoria de melhor música de 2012, feito que já tinha sido conseguido com o primeiro longa duração 'love remains' em 2010.

em 'total loss' a voz etérea e os falsetes estão distribuídos e acondicionados de uma forma mais cuidada e amadurecida pelo produtor. encontramo-los por entre beats de r&b e e uns pózinhos de dubstep aqui  e ali, sendo estes a base da construção deste disco conceptual e cinematográfico, que (felizmente!) não se rege pelas usuais fórmulas pop idealizadas para a criação de hit singles. são canções complexas com desvarios pautados por momentos e paisagens melancólicas. não entram à primeira e estranham-se, e tornam o acompanhar dos sonhos vocais de tom krell num desafio. um desafio que queremos levar ao fim.

por tudo isto, foi preciso o outono ir embora, o frio chegar e assentar, o ano virar, a chuva cair com muita força para que o momento certo batesse e a hora de ouvir 'total loss' chegasse. e por fim aqui está. só resta saborear o que se apreendeu e perceber como (tão bem) valeu a espera.


para escuta fica um dos temas mais impressionantes do disco (com direito a uma das melhores introduções da música pop, retirada do documentário 'streetwise' de martin bell) 'say my name or say whatever'.



quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

disco | foxygen



FOXYGEN | WE ARE THE 21ST CENTURY AMBASSADORS OF PEACE & MAGIC

não há grandes dúvidas: assim que colocamos 'we are the 21st century ambassadors of peace & magic' a tocar, sabemos que quem quer que esteja a debitar aqueles acordes, tem nos discos mais ouvidos bandas como os kinks, os rolling stones ou os velvet underground. e à medida que o disco abre e desenrola as certezas ficam maiores: os foxygen vêm de uma nova escola que começa agora a ter espaço para respirar e crescer. a escola que se veste dos acordes e o psicadelismo que fizeram dos anos 60 e 70 a era dourada do rock. sam e jonathan são o núcleo duro que compõe foxygen e são os primeiros a admitir, em entrevista à pitchfork, que só ouvem musicas anteriores aos anos 80 e que nem fazem a menor ideia das bandas novas que por ai andam. e é curioso que o admitam dessa forma meio despreocupada e inocente, e que mesmo assim consigam imprimir um cunho de modernidade em todos os temas que compõem.

editaram vários EP's desde a sua formação em 2005, mas foi com a chegada em 2012 à jagjaguwar pelas mãos do produtor e músico richard swift, que se fizeram notar a uma maior massa de consumidores.
'shuggie', primeiro single do que viria a ser o segundo disco da banda, chegou ainda em 2012 e colocou tudo a mexer. a 22 de janeiro de 2013 'we are the 21st century ambassadors of peace & magic' vê a luz do dia e um roll de criticas positivas a seguirem-se atrás de si. não é de admirar, sendo este ultimo registo da banda composto todo ele por singles. músicas matematicamente elaboradas (propositadamente ou nao) que encaixam nos nossos ouvidos na perfeição. são canções, têm melodias, têm desvarios deliciosos pelo meio, são saudosas, nostálgicas e ao mesmo tempo tão actuais. desde a faixa de entrada 'in the darkness' que nos agarra de imediato, até chegarmos a 'san francisco' e fecharmos os olhos e estarmos de facto em são francisco sem nunca lá termos posto os pés. é esta magia que muitos procuram e poucos encontram. eu não sou de dar notas a discos, acho que cada um vale pelo que vale e nos faz sentir, mas este, para mim, é de facto um 9/10.

é difícil escolher apenas uma para escuta aqui no blog. são de facto todas favoritas. mas para seguir uma regra de coêrencia, e como alguém me diz muitas vezes que tudo deve começar pelo principio, fica 'in the darkness', em jeito de ritual de inicio para qualquer coisa muito boa que venha por ai.





domingo, 10 de fevereiro de 2013

novo disco | my bloody valentine



MY BLOODY VALENTINE | MBV

em 1991 a minha curta idade não me permitiu absorver e viver em tempo real a chegada de um dos discos que iria ser um dos mais importantes da minha colecção. foi sim, já em adolescente, que me esbarrei com uma caixa de plástico 'pintada' de uma mescla muito curiosa cor de rosa e cujo nome da banda causou-me a maior das curiosidades. até aquela data os meus ouvidos nunca tinham ouvido o nome 'my bloody valentine' e se o tivessem ouvido muito menos associariam a uma capa cor de rosa e vozes sonhadoras. trouxe o disco comigo e nunca mais me vou esquecer da estranheza, admiração e surpresa que tive quando 'only shalow', a primeira faixa de 'loveless' começou a tocar. colei no disco e com isso esbarrei em outras bandas que ainda hoje são demasiado importantes para deixar esquecer com o tempo.
hoje, 22 anos depois, depois da estreia de 'loveless', depois de o consumir até à exaustão, juntamente com 'isn't anything', depois de um concerto monumental, agressivo, monstruoso, irreverente, que mudou a minha forma de pensar, ouvir e ver música, depois de tudo isso, kevin shields e companhia fazem o inesperado. e sem aviso atiram 'mbv' a quem ainda estivesse por aqui para o apanhar.
é importante frisar que 'loveless' foi a consagração daqueles que são até hoje a cara do shoegaze, da distorção embrenhada em melodia, e que tal como eles enquanto banda, esse disco é imortal, intemporal e um marco na vida de todos os que consomem e vivem este tipo de música. sabendo isto, sabemos também que 22 anos depois de 'loveless', é preciso ter um grande par de tomates, (e kevin shields tem!) para criar algo numa altura em que esta sonoridade já não tem a mesma força, em que a acontecer, a expectativa de quem espera por isso é de proporções gigantes e a probabilidade de tombo é de 10 em 10.  mas os my bloody valentine não tombaram, nem se deixaram estar sentados na mesma poltrona onde os deixamos há 22 anos atrás. levantaram-se e subiram mais 10 degraus com uma bofetada de luva branca na cara daqueles que não acreditavam no impossível.
sim, a formula é a mesma, os ingredientes que tínhamos em 'loveless' estão todos lá, as melodias na voz etérea e luminosa de bilinda jayne (a guitarrista com mais pinta deste mundo!), que temos de encontrar no meio dos efeitos, da distorção, presentes! mas há em 'mbv' toda uma maturidade e descontracção que o torna grandioso e em consequência mais um marco gigante na carreira da banda.
produzido por kevin shields, 'mbv' viu a luz do dia (quase que sem aviso prévio) no passado dia 2 de fevereiro, e está à venda no site oficial da banda em vários formatos.

para escuta aqui no blog fica 'she found now', tema de abertura de 'mbv'.






sábado, 9 de fevereiro de 2013

novo disco | unknown mortal orchestra



UNKNOWN MORTAL ORCHESTRA - II

saltaram da editora independente de blues do mississipi, fat possum records, (que em tempos abrigou os the black keys) para viajarem até ao indiana e assentarem arraiais na jagjaguwar , onde passaram a dividir paredes com um novo rock de linhas mais sinuosas e sem limites de imaginação, e com colegas de quarto novos, como os okkervil river, ou a mais recente coqueluche indie foxygen. mas aqui a expectativa cresceu, e a responsabilidade ficou ainda maior. numa nova casa como a jagjaguwar, os unknown mortal orchestra contavam com mais meios e orçamento para a produção do sucessor do álbum homónimo de estreia, e em consequência disso os olhos e os ouvidos que se colocaram à espera, ficaram de repente mais atentos e  muito mais exigentes.
mas o trio americo-zelandês, liderado por ruban nielson passou no teste. de seu nome II, com um selo de 7.30, cortesia da pitchfork (e muitos aleluias de outros meios especializados), o segundo disco da banda viu a luz do dia esta semana, em antecipação ao carnaval, e arrumou todas as duvidas e incertezas dos críticos e fãs a um canto, elevando assim a banda a um novo patamar. a pop rock lo-fi pincelada com doses certeiras de psicadelismo em temas como 'monki', 'no need for a leader' ou o single de estreia 'swim and sleep (like a shark)' são sem margem para dúvida o acto consumado de toda uma ansiosa espera.

durante este ano os unknown mortal orchestra vão andar em tournée pela europa lado a lado com os camaradas foxygen, sem data ainda para portugal.

para escuta fica um dos temas favoritos (são todos em boa verdade) de II